quarta-feira, 11 de março de 2009

FCP nos quartos - desgraça p/ 2ª.Circular

O FC Porto acaba de passar uma importante fase da Liga dos Campeões, como que isso significa de trágico para os clubes da 2ª. Circular.

Sim, o FCPorto vai encaixar verbas, não só devido aos jogos que a UEFA paga a peso de ouro, mas sobretudo pelas vendas de jogadores que, provavelmente, vai conseguir fazer à custa das exibições que aí vêm, garantirá assim mais duas ou três épocas de preponderância sobre os mais directos concorrentes, que se limitarão a ser aviários, onde os pintos se criam mas não se vendem, e passam a vida a querer ser galos com a crista levantada, ou meros entrepostos de artigo de 2ª. escolha.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

PEQUENOS E MÉDIOS POLÍTICOS

O País politico tem estado meio adormecido, ou meio atordoado, por causa da crise económica, que veio baralhar completamente as contas aos estrategas de marketing político.

De facto, estando o País à porta de um ciclo eleitoral, como nunca teve, surpreendia o facto de os partidos ainda não terem iniciado as suas campanhas.

Digo surpreendia, porque esta semana, de repente, os principais partidos se decidiram e, finalmente, vamos começar a ter política, espero, que não seja até fartar.

Para já, o Partido Socialista, por força do Congresso a realizar esta semana, dará aí o tiro de partida e, então, ficaremos a conhecer as linhas mestras da sua campanha.

Já quanto ao PSD, está clara a estratégia, o objectivo, tudo: as Pequenas e Médias Empresas.

Ora, mal começa o PSD, pois ninguém acredita que, de repente, a Dama de Ferro, a defensora do défice, tenha dado uma reviravolta nas suas ideias e convicções de contenção orçamental, para de repente falar ao pequeno almoço, ao almoço, ao lanche e ao jantar: as Pequenas e Médias Empresas…

Quando vejo este aproveitamento político do desespero e da grave situação económica que o País atravessa, por parte da classe política, só me apetece dizer: que pequenos e médios políticos nós temos.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Estou preocupado

Estou preocupado, porque já passaram 24 horas sem que haja m único novo desenvolvimento do chamado caso "Freeport"...se continua assim, lá vamos ter que gramar de novo com os noticiários cheios de encerramentos de empresas...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Política e justiça

O País clama por justiça, o País exige que a Verdade venha ao de cima, o País exige Justiça, porque não se admite que Políticos sejam corruptos.

O País grita, esbraceja, fica à beira de um ataque de nervos, enquanto a figura política é indicada pela imprensa como potencial suspeito.

Quando o potencial suspeito passa a suspeito, a fúria passa a ligeira zanga, perante um suspeito, o País sente-se defraudado.

Se na sequência do processo, o suspeito passa a arguido, aí o País sente ainda alguma vontade de justiça, ainda deseja que o Político pague pelo mal que nos fez, por aquilo que roubou.

Mas quando o Político é acusado, aí o País já entra na fase do desinteresse pelo caso, porque tem mais com que se preocupar, e o Político enfim, se calhar até é um vítima do sistema.

Mas, se de acusado, o Político passa a culpado, aí o País passa não só a admirar as qualidades e a esquecer o que levou o Político a ser um dia essa coisa terrível, criminosa que é ser potencial suspeito e passa a ter até um sentimento de protecção da vítima da justiça, do pobre do acusado, atingindo este os mais altos níveis de simpatia e popularidade junto da população.

Neste jardim à beira mar plantado, neste País de brandos costumes vale a pena ser culpado, porque apenas potencial suspeito, enfim, é algo que eu não desejo nem ao meu maior inimigo.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Que Juízes que nós somos

Que raio de País é este que se exalta, que se irrita, que se entusiasma que condena na praça pública, pessoas antes de estas serem indiciadas, políticos que muito menos foram a julgamento e, ao mesmo tempo, aplaude, perdoa, tolera compreende políticos em relação a quem existem indícios, muitas vezes já foram a julgamento e alguns até condenados.

Isto é um País esquizofrénico: grita Ladrões, Gatunos! Antes de os políticos serem constituídos arguidos e depois de serem condenados, ou esquece ou, enfim, tem aquela proverbial compreensão e simpatia: Coitado, se calhar até é uma vítima!

Como disseram os primeiros romanos que cá chegaram: é um Povo que não se governa, nem se deixa governar!

sábado, 3 de janeiro de 2009

DESEMPREGO NO NORTE – 2005/ 2008 -

Depois de todos entrarem em depressão quase esquizofrénica, com esta história da crise, só faltava o Presidente da República, para completar o leque do pessimismo.

Ufa…até que enfim, daqui para a frente, vai ser só realidades positivas, porque como alguém já disse, se eles se enganaram não prevendo a crise, agora também se vão enganar e bons tempos vão vir.

É que, perante tamanha avalanche de pessimismo, durante estes dias das Festas, dei-me ao trabalho de ir consultar os dados e, a não ser que sejam falsos, acho que há algo nesta história toda que não bate certo, principalmente no que respeita ao DESEMPREGO NO NORTE, nos últimos anos de Governo socialista que a Oposição, Presidente e Analistas tanto tem feito crer que foi negativíssimo.

Farto de aturar então falsos adivinhos, decidi ir à fonte oficial, às estatísticas do Ministério do Trabalho e constato os seguintes dados relativos ao desemprego da Região Norte, nos anos :

TOTAL DESEMPREGADOS - NO MÊS DE OUTUBRO
- Norte:
2005 - 220.962
2008 - 180.570

DESEMPREGADOS HÁ MAIS DE UM ANO - NO MÊS DE OUTUBRO
- Norte:
2005 - 106.241
2008 - 78.535

Portanto no Norte há hoje menos quase 30.000 desempregados do que havia há 3 anos.

Por outro lado, a descida é constante e, nessa descida estão incluídos os desempregados de longa duração.

Ora, Srs analistas, expliquem-me lá que história é essa de passarmos, de repente, de bestiais a bestas? Não será apenas resultado de se ter entrado em ano de eleições? Análises fazem-se ao que já se conhece, em relação ao que está para vir, fazem-se previsões, e aí, parece que os Srs não são grandes especialistas…

Espera-se que impere o bom senso e que não haja aproveitadores demagógicos dos ventos de crise que, de facto sopram e vão concerteza afectar-nos.

N.b. O meu raciocínio é baseado nos dados acima mencionados e que foram retirados de, pelo que, caso sejam falsos, desde já me penitencio e peço que me indiquem outras fontes:
http://www.iefp.pt/estatisticas/MercadoEmprego/ConcelhosEstatisticasMensais/

domingo, 21 de dezembro de 2008

Noite de Natal

Ao ouvir a música de Natal, vêm-me à memória fins de tarde atarefados, regra geral frios, um pouco nublados, com o nevoeiro a confundir-se com o fumo que sai a toda a força das lareiras, que se apressam a coser as pencas, as batatas e o bacalhau.

Com o cair da tarde vão desaparecendo as pessoas das ruas, os cafés vão ficando vazios e servindo maços de tabaco, em quantidades reforçadas, não vão os cigarros acabar-se a meio da noite, quando já tudo está fechado e a meio duma jogada de lerpa.

Enquanto as mulheres, de mangas arregaçadas não saem de volta das panelas e dos tachos, ora para espreitar a panela das batatas, ora para virar umas rabanadas que se atrasaram e ainda se estão a fritar, os homens tratam de abastecer a cozinha de lenha suficiente para a noite que vai ser longa.

No meio desta azáfama não sei onde se meteram os miúdos, eles não aparecem neste meu quadro, a canalha anda para aí, sei lá, talvez a espreitar os presentes que estão debaixo da árvore e a fazer palpites, porque estas coisas do bacalhau e da tronchuda não é com eles.

Aproxima-se a hora, a tal, aquela porque se esperou o ano todo, a hora de ir para a mesa. A mãe, vermelha e a transpirar por todos os lados, apesar do frio que faz lá fora, ainda tem que andar atrás dos pequenos, para conseguir esse momento mágico, o momento em que a família se senta e se reúne, como muito poucas vezes no ano.

Não é bem assim, porque dois dos filhos já casados, este ano vão à sogra, porque no ano passado vieram cá, mas pronto, é noite de Natal, vamos todos para a mesa.

Dispostos a enfrentar a enorme travessa de bacalhau, como nunca noutra ocasião do ano, há que deitar a unha à posta mais grossa, aquela que sai às lascas, e que, regada com o azeite lá do engenho, aquele azeite grosso, com um sabor único que faz com que o prato mais banal e provavelmente menos comido durante o ano, se transforme no mais saboroso dos manjares, um verdadeiro manjar dos deuses.

Durante dez ou quinze minutos não se ouve uma palavra, apenas o “chega aí a caneca”, aquela do vinho carrascão, especialmente encomendado em Paiva, apenas para esta noite, um verdadeiro milagre esta combinação deste carrascão com o azeite, o bacalhau, enfim.

Lá para o meio, começa a agitação, não só porque começa o cunhado a discutir o problema do treinador lá da equipa, como ainda por cima, há uma cunhada a quem o bacalhau caiu muito mal e que decidiu, logo hoje, ver o episódio da novela, porque anda a seguir a novela e hoje, por nada deste mundo pode perder o episódio.

Quando os miúdos começam a ficar impacientes, porque já cumpriram a missão de provar o bacalhau, se não, não há brinquedos para ninguém, e já deram cabo da travessa da aletria, quando a toalha já está manchada das sopas de vinho, quando, enfim na televisão começa a Missa do Galo, há que ceder finalmente á pressão da canalhada e começar a distribuir os presentes.

De repente, aparece um dos tios disfarçado de Pai Natal “oh, oh, oh”, o fato já anda nestas andanças desde o tempo em que o pai dele tinha a sua idade, guarda-o a avó de uns anos para os outros, e os mais pequenos de olhos especados, porque hoje não há sono para ninguém.

Não demora nada, já ninguém percebeu que houve ali um jantar e que a sala foi limpa e arrumada, sabe Deus com que sacrifício, durante a semana, tal é a quantidade de papel, plástico, rodas de carros já soltas, fitas de embrulho, enfim bem podia passar o camião do lixo, que só ali ia já bem aviado. São as tradicionais garrafas para os homens, as pantufas para os mais velhos, e, claro o que mais conta, a panóplia de brinquedos que ninguém consegue perceber para que servem, nem mesmo os miúdos que, regra geral, ficam agarrados ao mais singelo dos objectos que no meio daquela confusão lhes vai para às mãos.

Entretanto, a um canto, já se alinham equipas para a lerpa, a respectiva garrafa e copos de whisky, e, claro, vá-se lá saber porquê, não pode faltar o charuto. De manhã, nada como ir à Missa da manhã, para começar bem cedo a refazer-se dos exageros da noite anterior, passando no Café e pedindo duas garrafas de Águas das Pedras, sem esquecer de ir beijar o Menino Jesus. É este o Natal que eu quero continuar a celebrar.