sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A verdade é que ninguém confia

É verdade que em democracia, as eleições pressupõem oportunidade de mudança;
É verdade que os partidos e movimentos concorrentes às eleições devem propor algo de novo, que dê esperança aos eleitores.
É verdade que o País precisa de verificações, acertos, correcções e, quem sabe, mudanças de fundo.
É verdade que nunca compreendi a viabilidade do TGV.

Ora, mas também é verdade que as mudanças só sortirão efeito, caso haja confiança em quem as protagoniza.
Ora, é também verdade que nenhum Governo consegue alterar seja o que for, sem a confiança da sociedade que comanda.

Portanto, a triste verdade é que, rasgando compromissos do Estado, alterando projectos de anos, adiando obras já dadas como certas pelo Estado, os protagonistas das ditas mudanças e as suas promessas dificilmente serão credíveis.

Quem vai acreditar num Partido que, há bem pouco tempo defendia a construção de 5 Linhas de TGV para o País, e agora, pura e simplesmente defende a total suspensão?

Que segurança dá aos agentes económicos, que nacionais quer estrangeiros, um partido tão inconstante, e que, sobretudo, faz tábua rasa de tudo o que o Estado português assumiu nos últimos anos?

A verdade é que ninguém confia.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O pessoal do bairro está todo p’ró Algarve!

Costumo fazer compras num supermercado onde, para além da normal classe citadina, vai muita gente que habita um bairro social ali mesmo ao lado.
Gente pobre, com certeza, mas até gente ordeira, não deixando no entanto de ser um bairro conhecido por ser habitado por famílias muito pobres, por isso vivem neste bairro social.

Normalmente, apesar das quatro ou cinco caixas, sempre que lá vou, seja a que hora for, todas as caixas têm várias pessoas à espera para pagar, tal é o movimento da loja.

Ora, um dia destes, já em pleno Agosto, aliás durante este fim de semana, fui ao supermercado, à hora e dia que sempre vou e havia apenas uma caixa a funcionar e, mesmo assim, não tive que esperar.

Ora, só me ocorreu uma conclusão: o pessoal do bairro está todo p’ró Algarve!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Isto é uma assalto…a brincar!

Não queria acreditar no que vi hoje, no descaramento, no desplante, na descontracção com que, alegadamente, alguém ligado a um blog sobe à varanda da Câmara da capital, retira a Bandeira Municipal e substitui pela Bandeira da Monarquia.

Tanta é a descontracção que até filmaram e publicaram o filme para que todos vejamos.

Manobra publicitária do Blog, concerteza, mas será que os assaltantes que há um ano entraram no BES também não queriam fazer publicidade de alguma coisa, sei lá…?

É que também meteu filmagens e tudo…pena é que um deles nem sequer chegou a ver o vídeo, nem lhe deram tempo de explicar...

domingo, 2 de agosto de 2009

Problemas de Crescimento

O Bloco de Esquerda está a viver problemas de crescimento.

Um assunto que ultimamente tem vendido, e pelos vistos, rendido votos nos mercados bolsistas da política lusa, é ser-se de Esquerda, sem o ser, ou seja, ser-se de Esquerda sem ser alinhado com as lideranças partidárias oficiais de Esquerda.

Até há uns tempo era o Manuel Alegre a arma de arremesso que todos usavam e abusavam. Como entretanto Manuel Alegre se retirou, parece que a técnica agora é barafustar contra toda e qualquer tentativa de aproximação a ex, a futuros, a descontentes, a revoltados, a tudo o que se mexa na Esquerda e que o Louçã considera serem parte integrante da sua coutada de Esquerda Queque.

O caso da Joana A. Dias é um exemplo de que o BE se confronta com algo de novo naquela área da Esquerda, e que Louçã já não consegue dominar, como fez até aqui, e tem a ver com o crescimento.

Chegar aos 10% é uma coisa, manter-se e ultrapassar essa barreira, implica passar p/ a chamada área da governabilidade, e isso…implica alinhar, implica ter nas suas fileiras gente que até aqui sempre criticaram, o que vai contra o código genético do BE.

Não há bandeiras Turqueza TMN, ou Laranja PSD, em vez do tradicional Vermelho e negro, que resolvam este dilema…

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O Parlamento chumbou !

Passada a época de exames nas escolas, analisados os recursos dos alunos, podem os professores respirar de alívio, porque acabou o ano.

Respiram de alívio os professores e os alunos que trabalharam e conseguiram os resultados que lhes permitem gozar do merecido descanso, aqueles que estudaram as matérias, aqueles que seguiram as regras hoje podem receber o merecido prémio: umas férias revigorantes.

Já os manguelas, aqueles que passaram o ano em férias, aqueles que se fartaram de procurar, através de truques e copianços, dar a volta ao professor, esses, não deviam ter direito a férias, antes deviam trabalhar para recuperar o tempo perdido.

Ora, ao conhecer hoje os resultados do exame feito pelo Tribunal Constitucional ao famoso trabalho dos nossos deputados, relativo ao Estatuto dos Açores, com o chumbo por inconstitucionalidade, de 11 normas, será que não devíamos incluir os Deputados no segundo grupo atrás referido?

Não deviam eles perder o direito às férias e irem trabalhar para aprenderem…??

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Os não espectáculos

Pior do que ir aos milhares a um Estádio ver um jogador não jogar...só lutar por um bilhete que dá direito a ver um cantor...não só não cantar, como já morto.

sábado, 4 de julho de 2009

Estado da Nação ou o País das rasteiras da bola

Ontem à noite assisti a uma cena caricata, mas que revela bem o dilema do País: devemos preocupar-nos com a Economia do País ou com o País da bola?
É que são dois mundo completamente antagónicos: enquanto na Economia do País, é proibido gastar mal gasto, nada aconselha a que se invista, e o tempo é de grande contenção, no País da Bola a coisa rola como sempre e todos os anos os investimentos faraónicos são feitos, somo se de facto de outro mundo se tratasse.
Ontem à noite, dizia eu, assisti exactamente à luta entre essas duas realidades, no programa televisivo de grande audiência e prestígio, Expresso da Meia Noite, da SIC Notícias, onde estavam quatro convidados, preparados para debater e comentar a situação País, na sequência do debate do Estado da Nação no Parlamento, quando o programa é interrompido, imagine-se, para transmitir a festa da vitória do Presidente do Benfica.
Aliás, o programa até mal arrancou, foi logo em directo para o pavilhão, honra seja feita, apesar dos protestos e fúria bem visíveis dos moderadores, Nicolau Santos e verbalizada pelo Ricardo Costa.
De facto, dar lugar de notícia de última hora, à chegada ao pavilhão, do Presidente do Benfica, depois de já se ter noticiado a vitória por mais de 91% dos votos, ao ponto de maltratar os convidados e, sobretudo os telespectadores que estavam à espera do seu programa semanal, das 11h00 da noite, é bem uma demonstração do País da Bola em que, cinquenta anos depois de ter sido declarado o País dos 3FFF ainda continuamos a ser.