Aquando da visita do Presidente do Brasil a Portugal, no início da Presidência portuguesa da União Europeia, ouvi com atenção a descrição feita pelo Presidente brasileiro daquilo que é apontado como o petróleo do futuro: os bio-combustíveis.
À primeira vista, pareceu-me a solução dos males de que a humanidade enferma, devido á total dependência do petróleo, uma fonte, escassa e finita a breve prazo, como bem nos lembram os especialistas e ambientalistas, e se tal não fosse suficiente, o rombo que estamos a levar no bolso, de cada vez que vamos à bomba, encarrega-se de nos lembrar.
Portanto, através da plantação de oleaginosas, nas imensas áreas não cultivadas do planeta estaríamos, por uma lado a melhorar as condições de vida das pessoas, pois em Países onde hoje não há nada, passariam a ter o”seu petróleo”, logo a melhoria das suas condições de vida.
Ora, o que está a acontecer, é precisamente o contrário, ou seja, com a possibilidade de destinar as terras e os cereais à energia, em vez da alimentação, os grandes produtores mundiais começam a ter uma maior procura, logo sobem aos preços o que faz com que bens essenciais, como o pão, as farinhas e outros subam escandalosamente de preço.
Não se sabe onde vai parar esta subida generalizada de preços, mas, para já, os ambientalistas preocupados com o aquecimento global e os combustíveis fósseis, devem estar a coçar na cabeça e a ponderar…porque se até aqui havia o perigo de pagarmos a gasolina mais cara, agora, para além dessa temos o pão e todos os bens essenciais a subirem de preço, logo, a afectarem uma fatia muito maior da população e a mais carenciada…a bem do ambiente!
sábado, 5 de abril de 2008
terça-feira, 25 de março de 2008
Ó gorda sai daí…ó Peixona!
Numa altura em que parece que o País sempre descobriu a real razão da desgraça dos resultados do nosso ensino, os alunos, gostaria de deixar claros alguns pontos, como cidadão deste País, como Pai, como ex-aluno, como futuro aluno, como amigo do porteiro da escola, como colega do irmão do professor, como colega do filho da professora, enfim, como português, gostaria de deixar claro o que penso sobre este caso.
Não aceito que se generalize, como sempre se tende a fazer nestas situações, um caso de indisciplina numa turma, por mais televisionado que seja, considerando que todo o ensino secundário público está infestado, para no final não se fazer rigorosamente nada, a não ser desprestigiar o ensino público, em favor do Privado.
Não admito que insultem os meus filhos, tratando-os por insurrectos, como se tem feito crer nestes últimos dias em praticamente toda a comunicação social, ao deixar no ar que é tudo uma cambada de bandoleiros, sem censurar veementemente a atitude inacreditável da Escola que deixou passar em claro o sucedido;
Não aceito que se castigue “exemplarmente” como se ouve por aí berrar aos sete ventos este ou aquele aluno. Cumpram-se os regulamentos e apliquem-se as normas, coisa que, pelos vistos, os professores desta Escola não queriam fazer, pois esconderam o assunto durante uma semana.
Finalmente, assusta-me que se dê mais importância ao ataque de nervos da jovem, do que à traição do colega que filmou, à atitude mafiosa do mesmo, dando ordens aos colegas p/ se afastar e sobretudo, fico apavorado que um miúdo desta idade, já veja elogiada e “remunerada” desta forma a sua atitude de delator, qual bufo da Pide, logo na Escola Secundária onde é Professor com responsabilidades, o famoso Professor Charrua, o arauto da defesa da liberdade de expressão, aquele que se dizia a grande vítima dos delatores, quando justamente um colega fez queixa dele.
Não aceito que se generalize, como sempre se tende a fazer nestas situações, um caso de indisciplina numa turma, por mais televisionado que seja, considerando que todo o ensino secundário público está infestado, para no final não se fazer rigorosamente nada, a não ser desprestigiar o ensino público, em favor do Privado.
Não admito que insultem os meus filhos, tratando-os por insurrectos, como se tem feito crer nestes últimos dias em praticamente toda a comunicação social, ao deixar no ar que é tudo uma cambada de bandoleiros, sem censurar veementemente a atitude inacreditável da Escola que deixou passar em claro o sucedido;
Não aceito que se castigue “exemplarmente” como se ouve por aí berrar aos sete ventos este ou aquele aluno. Cumpram-se os regulamentos e apliquem-se as normas, coisa que, pelos vistos, os professores desta Escola não queriam fazer, pois esconderam o assunto durante uma semana.
Finalmente, assusta-me que se dê mais importância ao ataque de nervos da jovem, do que à traição do colega que filmou, à atitude mafiosa do mesmo, dando ordens aos colegas p/ se afastar e sobretudo, fico apavorado que um miúdo desta idade, já veja elogiada e “remunerada” desta forma a sua atitude de delator, qual bufo da Pide, logo na Escola Secundária onde é Professor com responsabilidades, o famoso Professor Charrua, o arauto da defesa da liberdade de expressão, aquele que se dizia a grande vítima dos delatores, quando justamente um colega fez queixa dele.
quarta-feira, 19 de março de 2008
A Cura estava em ..CUBA?!
Raramente vejo o noticiário da TVI, porque acho que é bastante sensacionalista, não que minta ou omita mais do que os outros, mas enfatiza determinados aspectos ligados aos sentimentos que a mim me repugna ver num canal de televisão, fruto da guerra das audiências, como se os telespectadores estivessem interessados em ver e ouvir todos os dias crimes de faca e alguidar e outras tragédias levadas ao máximo em termos de exploração de sentimentos.
Porém, um dia destes estava anunciada uma reportagem especial e eu vi: um grupo de pessoas portuguesas, de idade avançada, a serem tratadas às cataratas, imagine-se, no País que todos nós os habituamos a ver como uma Ditadura, que de facto é, uma País miserável, como de facto é.
Os nossos velhinhos cantavam e choravam de alegria, porque com uma simples, pelos vistos operação, começaram a ver como já não viam há décadas e alguns até já estavam condenados à cegueira diziam outros.
Confesso que fiquei com algumas reservas, não fosse eu estar a ser vítima de mais um programa sensacionalista da TVI a querer mexer com os meus sentimentos…mas parece que não, parece que é mesmo verdade, parece que temos 600.000 pessoas à espera daquela operação em Portugal…
Se é assim, o que é isto – é para me emocionar e chorar de tristeza, ou quê?
Porém, um dia destes estava anunciada uma reportagem especial e eu vi: um grupo de pessoas portuguesas, de idade avançada, a serem tratadas às cataratas, imagine-se, no País que todos nós os habituamos a ver como uma Ditadura, que de facto é, uma País miserável, como de facto é.
Os nossos velhinhos cantavam e choravam de alegria, porque com uma simples, pelos vistos operação, começaram a ver como já não viam há décadas e alguns até já estavam condenados à cegueira diziam outros.
Confesso que fiquei com algumas reservas, não fosse eu estar a ser vítima de mais um programa sensacionalista da TVI a querer mexer com os meus sentimentos…mas parece que não, parece que é mesmo verdade, parece que temos 600.000 pessoas à espera daquela operação em Portugal…
Se é assim, o que é isto – é para me emocionar e chorar de tristeza, ou quê?
quinta-feira, 13 de março de 2008
Direita forte…Estado Fraco
Nos últimos dias, temos sido bombardeados com notícias de escândalos cuja origem tem sempre e invariavelmente origem nos últimos Governos PSD/CDS, quer a nível nacional que a nível local, sobretudo na Câmara de Lisboa.
Regra geral trata-se de casos em que, alegada e comprovadamente já em alguns casos, os governantes se comportaram como se estivessem a gerir a sua própria casa, ou, seja, pondo e dispondo de meios e recursos, sem qualquer respeito pelo facto de serem do Estado, de serem bens públicos.
De entre os vários casos, basta lembrar o caso Bragaparques na Câmara de Lisboa e todas as sarrabulhadas que levaram à queda da câmara inicialmente governada pelo santa Lopes e depois pelo seu ex-adjunto, sem nos esquecermos de casos mais recentemente vindos a público como foi o caso da distribuição de casas, supostamente destinadas a gente que precisa, a quadros da Câmara que até já tinham casa como confirmou a própria Vereadora Helena Lopes da Costa, ilustre vereadora do Santana Lopes.
A nível do Governo Central, basta ver os casos badalados e alguns até já julgados, como o caso do Casino, o caso dos Sobreiros com o PP sem esquecer o caso da Somague, esse já julgado e com pena pesada para o PSD.
Ora Com tamanha catadupa de casos em tão curto espaço de tempo, sim, tanto na Câmara como no Governo nem sequer cumpriram os mandatos, ora tamanha apetência pelo bolo que é a coisa pública, tem que ter uma explicação.
Pensei, pensei e acho que a raiz do problema se encontra no código genético destes partidos, os partidos chamados da Direita Liberal.
Sendo partido liberais, uma das principais características que os distingue da Esquerda é a defesa da propriedade privada forte em detrimento de um Estado fraco. Para um Liberal, quanto mais fraco o Estado estiver, melhor.
Ora, não terão eles agido na melhor das intenções, ao deitar a mão ao bolo, da maneira como o fizeram? Pelo menos a eles não se pode acusar de incoerência: eles lá tratar de pôr o Estado fraco, trataram…e se lhes davam mais algum tempo…
A questão que me inquieta é esta: será legítimo colocar na gestão do Estado, alguém que defende que o poder do Estado deve acabar?
Regra geral trata-se de casos em que, alegada e comprovadamente já em alguns casos, os governantes se comportaram como se estivessem a gerir a sua própria casa, ou, seja, pondo e dispondo de meios e recursos, sem qualquer respeito pelo facto de serem do Estado, de serem bens públicos.
De entre os vários casos, basta lembrar o caso Bragaparques na Câmara de Lisboa e todas as sarrabulhadas que levaram à queda da câmara inicialmente governada pelo santa Lopes e depois pelo seu ex-adjunto, sem nos esquecermos de casos mais recentemente vindos a público como foi o caso da distribuição de casas, supostamente destinadas a gente que precisa, a quadros da Câmara que até já tinham casa como confirmou a própria Vereadora Helena Lopes da Costa, ilustre vereadora do Santana Lopes.
A nível do Governo Central, basta ver os casos badalados e alguns até já julgados, como o caso do Casino, o caso dos Sobreiros com o PP sem esquecer o caso da Somague, esse já julgado e com pena pesada para o PSD.
Ora Com tamanha catadupa de casos em tão curto espaço de tempo, sim, tanto na Câmara como no Governo nem sequer cumpriram os mandatos, ora tamanha apetência pelo bolo que é a coisa pública, tem que ter uma explicação.
Pensei, pensei e acho que a raiz do problema se encontra no código genético destes partidos, os partidos chamados da Direita Liberal.
Sendo partido liberais, uma das principais características que os distingue da Esquerda é a defesa da propriedade privada forte em detrimento de um Estado fraco. Para um Liberal, quanto mais fraco o Estado estiver, melhor.
Ora, não terão eles agido na melhor das intenções, ao deitar a mão ao bolo, da maneira como o fizeram? Pelo menos a eles não se pode acusar de incoerência: eles lá tratar de pôr o Estado fraco, trataram…e se lhes davam mais algum tempo…
A questão que me inquieta é esta: será legítimo colocar na gestão do Estado, alguém que defende que o poder do Estado deve acabar?
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Avaliação de professores
Ainda mal o Ministro da Saúde arrumou as tralhas, já se exige a saída do próximo, neste caso, da Ministra da Educação.
Desta vez, o pretexto não é o encerramento de nada, mas sim, a abertura. Pelos vistos, este governo abriu a caça à incompetência e ao desleixo e está dar-se mal.
Confesso que não entendo a razão pela qual os professores tanto se manifestam. Não querem ser avaliados? Mas existe alguém, hoje em dia, que não seja avaliado diariamente no seu trabalho?
Tenho tentado perceber e, sinceramente não entendo. Uma das razões mais apontadas é o facto de ser um professor a avaliar os colegas, mas queriam o quê, que fosse a Ministra?
Até podem ter toda a razão os professores, mas, como no caso do Correia de campos, penso que há um problema…de comunicação…deles, claro, professores que apenas sei que convocaram uma manifestação, mas não entendi as razões.
Desta vez, o pretexto não é o encerramento de nada, mas sim, a abertura. Pelos vistos, este governo abriu a caça à incompetência e ao desleixo e está dar-se mal.
Confesso que não entendo a razão pela qual os professores tanto se manifestam. Não querem ser avaliados? Mas existe alguém, hoje em dia, que não seja avaliado diariamente no seu trabalho?
Tenho tentado perceber e, sinceramente não entendo. Uma das razões mais apontadas é o facto de ser um professor a avaliar os colegas, mas queriam o quê, que fosse a Ministra?
Até podem ter toda a razão os professores, mas, como no caso do Correia de campos, penso que há um problema…de comunicação…deles, claro, professores que apenas sei que convocaram uma manifestação, mas não entendi as razões.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
A cantina da câmara de Lisboa
Há uns tempos, saltou-me a tampa, a ouvir com todas as letras, o ex-bastonário dos advogados, exigir, sem se rir nem nada, que o Estado e as Empresas públicas fossem obrigadas a contratar um dos três maiores escritórios de advogados de Lisboa, um dos quais o seu.
Um dia destes, não me espanta que vejamos o mesmo senhor, exigir que todos os jantares e almoços de figuras de estado e de negócios de estado se realizem nos 3 mais caros restaurantes de Lisboa, um dos quais é o seu - o Eleven…neste caso até acaba por fazer sentido, pois segundo ele, o restaurante é da Câmara…sim quem paga 500 euros de renda por mês, é quem vive num bairro camarário….
Um Restaurante da Câmara, ao fim e ao cabo…a cantina…onde os varredores entram e pagam…70 ou 80 euros por uma refeição….tudo a bem do serviço público…
Um dia destes, não me espanta que vejamos o mesmo senhor, exigir que todos os jantares e almoços de figuras de estado e de negócios de estado se realizem nos 3 mais caros restaurantes de Lisboa, um dos quais é o seu - o Eleven…neste caso até acaba por fazer sentido, pois segundo ele, o restaurante é da Câmara…sim quem paga 500 euros de renda por mês, é quem vive num bairro camarário….
Um Restaurante da Câmara, ao fim e ao cabo…a cantina…onde os varredores entram e pagam…70 ou 80 euros por uma refeição….tudo a bem do serviço público…
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Serviço Nacional de Justiça
O Director da Polícia Judiciária acaba de reconhecer, um pouco atabalhoadamente, que houve precipitação das autoridades na constituição de arguidos relativamente ao casal inglês, no caso da menina desaparecida.
Há uns tempos, vimos o Paulo Pedroso ser retirado da cadeia porque se concluiu que houve erro, e ele nem sequer chegou a ir a julgamento.
Ora, perante estes dois casos de enormíssimo mediatismo, em que os arguidos em causa têm uma defesa ao mais alto nível, inclusive, político, em que se verificaram erros graves e os arguidos sofreram e estão a sofrer na pele as consequências desses erros, eu pergunto-me sobre o que se passará com milhares e milhares de cidadãos anónimos, sem possibilidade de recorrer a advogados competentes, e que caem nas malhas da justiça.
Quantos cidadãos poderão ser vítimas de erros judiciários, sem sequer terem capacidade de defesa?
A confirmar este meu receio, o actual bastonário da Ordem dos Advogados afirma, preto no branco, que em Portugal existe uma justiça para ricos e uma justiça para pobres e aí também, o Director da Judiciária e a maioria dos actores políticos deste País, quase unanimemente afirmam que sim, que obviamente, quem não tem dinheiro….não tem defesa.
Todos sabemos que não há sociedades perfeitas, sendo a Justiça, unanimemente reconhecida como um dos pilares da democracia, mas aquele em que Portugal mais atrasado está, não seria de se empreender um reforma nesta área, de maneira a que o País passasse a ter um Serviço Nacional de Justiça, como já existe para a Saúde e a Educação?
Se todos temos direito a serviços de Saúde e Educação públicos tendencialmente gratuitos, dos quais não nos passa pela cabeça questionar a qualidade e empenho dos seus profissionais, a não ser em casos pontuais como também no privado, porque é que não existe à disposição do cidadão uma rede de advogados tendencialmente gratuitos, cujo salário seria suportado pelo Estado?
Há uns tempos, vimos o Paulo Pedroso ser retirado da cadeia porque se concluiu que houve erro, e ele nem sequer chegou a ir a julgamento.
Ora, perante estes dois casos de enormíssimo mediatismo, em que os arguidos em causa têm uma defesa ao mais alto nível, inclusive, político, em que se verificaram erros graves e os arguidos sofreram e estão a sofrer na pele as consequências desses erros, eu pergunto-me sobre o que se passará com milhares e milhares de cidadãos anónimos, sem possibilidade de recorrer a advogados competentes, e que caem nas malhas da justiça.
Quantos cidadãos poderão ser vítimas de erros judiciários, sem sequer terem capacidade de defesa?
A confirmar este meu receio, o actual bastonário da Ordem dos Advogados afirma, preto no branco, que em Portugal existe uma justiça para ricos e uma justiça para pobres e aí também, o Director da Judiciária e a maioria dos actores políticos deste País, quase unanimemente afirmam que sim, que obviamente, quem não tem dinheiro….não tem defesa.
Todos sabemos que não há sociedades perfeitas, sendo a Justiça, unanimemente reconhecida como um dos pilares da democracia, mas aquele em que Portugal mais atrasado está, não seria de se empreender um reforma nesta área, de maneira a que o País passasse a ter um Serviço Nacional de Justiça, como já existe para a Saúde e a Educação?
Se todos temos direito a serviços de Saúde e Educação públicos tendencialmente gratuitos, dos quais não nos passa pela cabeça questionar a qualidade e empenho dos seus profissionais, a não ser em casos pontuais como também no privado, porque é que não existe à disposição do cidadão uma rede de advogados tendencialmente gratuitos, cujo salário seria suportado pelo Estado?
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